Botucatu: suspeito morto em confronto com a polícia tem extensa folha de antecedentes

A Bigorna 03/08/2020 08:40:00 983 visualizações
# legenda: Casos de polícia

Ivan de Almeida, 29 anos, que foi morto na manhã do último dia 30 de julho, em Botucatu, apontado pela Polícia como suspeito envolvido na ação da quadrilha que causou pânico na Cidade, com explosões de bancos, incêndio em veículo em frente ao Batalhão da Polícia, e roubo de carros, que fez civis como reféns, invadiu e roubou lojas e fez diversos disparos, conta com uma extensa folha de antecedentes criminais.

A família e amigos negam o envolvimento do homem na ação da quadrilha.

Os documentos, que apontam que Ivan conta com prisões e condenações por crimes cometidos em Botucatu e também na cidade de Ibati, no Paraná, como porte ilegal de cartuchos de arma de fogo, furtos, desacato e destruição de patrimônio público.

Em 2010, no Paraná, aos 19 anos, Ivan de Almeida foi flagrado com três cartuchos de calibre 28. Quando foi colocado dentro da viatura policial, resistiu à prisão e desferiu chutes dentro do veículo, danificando a viatura. A arma não foi localizada. Por esse crime foi condenado há 2 anos de prisão.

No ano de 2015, em Botucatu, foi preso após causar danos na casa dos próprios pais, na Vila Real. Com a chegada da Guarda Civil Municipal, ele tentou fugir e quando não conseguiu iniciou ameaças e ofensas contra os agentes, como “guardas filhos da p…”, e agrediu um GCM com golpes com um pedaço de madeira, com pregos na ponta. O GCM ficou ferido. Dentro da viatura da GCM, Ivan causou danos ao patrimônio público. Por esse crime foi condenado há 7 meses de prisão.

Em 2017, ele foi preso por furto contra um prédio da Secretaria Estadual de Saúde, na Vila Santana, em Botucatu. Ele invadiu o local, arrombou a porta e furtou um televisor de 42 polegadas. No Boletim de Ocorrência consta que ele confessou que iria trocar o aparelho por entorpecentes. Ivan foi condenado há 2 anos de prisão por este crime.

Em 2019, 20 dias após deixar a penitenciária pelo crime de furto contra o prédio da Secretaria de Saúde do Estado, Ivan foi preso novamente por furto, agora em uma residência na Rua Campos Salles, no Centro de Botucatu. Ele invadiu a casa e subtraiu uma televisão de 42 polegadas, objetos pessoais, como perfume, roupa e carregador de celular, e um cavaquinho. Ele foi localizado pela GCM escondendo os objetos na Vila Sônia e foi preso em flagrante.

Pelo último crime, Ivan foi condenado há 2 anos, 11 meses e 16 dias. Quando foi morto, ele ainda estava cumprindo a pena em regime aberto. O término da pena seria apenas maio de 2022. O cálculo desta pena foi publicado um dia antes da sua morte.

O histórico prisional dos últimos dois crimes cometidos demonstra que Ivan de Almeida foi transferido muitas vezes para diversos presídios, confira:

 

• De 14 de junho de 2017 até 30 de maio de 2018, ficou no Centro de Detenção Provisória de Itatinga.

• De 11 de outubro de 2018 até 26 de outubro de 2018, ficou na Cadeia Pública de Itatinga.

• De 26 de outubro de 2018 até 14 de fevereiro de 2019, ficou no Centro de Progressão Penitenciária “Professor Noé Azevedo”, de Bauru

• De 14 de fevereiro de 2019, até 27 de fevereiro de 2019, ficou no Centro de Detenção Provisória ASP “Francisco Carlos Canesche”, de Bauru

• De 27 de fevereiro de 2019 até 22 de abril de 2019, ficou na Penitenciária “Sargento PM Antônio Luiz de Souza”, de Reginópolis

• De 22 de abril de 2019 até 24 de abril de 2019, retorna para o Centro de Detenção Provisória ASP “Francisco Carlos Canesche”, de Bauru

• De 24 de abril de 2019 até 10 de maio de 2019, retorna para a Penitenciária “Sargento PM Antônio Luiz de Souza”, de Reginópolis

•- Ele foi solto no dia 10 de maio de 2019.

• No dia 30 de maior de 2019, foi preso novamente por outro crime.

• Do dia 30 de maior de 2019 até 4 de janeiro de 2020, foi para o Centro de Detenção Provisória de Itatinga.

• Do dia 4 de fevereiro de 2020 até 30 de março, foi para o Centro de Detenção Penitenciária “Dr. Alberto Brocchieri”, de Bauru.

• No dia 30 de março é colocado em regime aberto – prisão albergue domiciliar, onde deveria ficar na casa da sua família até o final da pena, em maio de 2022.

A Polícia

Sobre a morte de Ivan, após confronto com a Polícia, o subcomandante do 12º Batalhão da Polícia Militar, Major Cagliari, esclarece que não houve erro ou ilegalidade na ação policial. O homem abandonou o veículo na rodovia e se escondeu no matagal. “Nesse confronto, onde o indivíduo faleceu, também resultou no ferimento de dois policiais militares. Ele estava no mato, em uma região de difícil acesso. Pela manhã, o grupamento entrou no matagal e foi recebido a tiros. Esse indivíduo estava portando um fuzil 762, que é uma arma alta condição de tiro, uma arma de guerra, que fura carro blindado. Ele estava utilizando colete a prova de bala. A ação foi legítima e resultou na morte deste indivíduo. Os policias militares foram feridos por tiros de fuzil, do mesmo calibre que este indivíduo estava portando”, afirma.

A família

Dr. Luís Carlos Medina, advogado da família do homem que foi morto conversou com a reportagem. “A família me passou que há duas semanas ele saiu de casa e foi morar debaixo do viaduto (na Domingo Sartori, sobre a Rodovia Marechal Rondon). Os familiares alegam que ele não tem ligação com esse crime”, disse.(DO Leia Notícias)

 

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