Ao “Secretário": Uma parábola

A Bigorna 13/07/2017 19:27:00 1077 visualizações
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Existe uma parábola muito antiga que fala sobre ódio, raiva, rancor, enfim, inúmeros casos em que uma pessoa, muitas vezes, é tomada e começa a insultar outrem, falando inverdades e provocando alardes sobre a vida de alguma pessoa. No caso, a minha, pode falar à vontade, não tenho ‘rabo preso’ com ninguém.

Deste modo, senhor Secretário de Comunicação de Avaré, Josená Bijolada, descrevo tal parábola, na qual encontro total moral e consciência tranquila, pois quando destilamos ódio contra alguém, em geral, o ódio, volta contra aquele que o produziu.

“O presente dos insultos”

Perto de Tóquio vivia um grande samurai, já idoso, que agora se dedicava a ensinar o zen budismo aos jovens. Apesar de sua idade, corria a lenda que ainda era capaz de derrotar qualquer adversário.

Certa tarde, um guerreiro – conhecido por sua total falta de escrúpulos – apareceu por ali. Era famoso por utilizar a técnica da provocação: esperava que seu adversário fizesse o primeiro movimento e, dotado de uma inteligência privilegiada para reparar os erros cometidos, contra-atacava com velocidade fulminante.

O jovem e impaciente guerreiro jamais havia perdido uma luta. Conhecendo a reputação do samurai, estava ali para derrotá-lo, e aumentar sua fama.

Todos os estudantes se manifestaram contra a ideia, mas o velho aceitou o desafio.

Foram todos para a praça da cidade, e o jovem começou a insultar o velho mestre. Chutou algumas pedras em sua direção, cuspiu em seu rosto, gritou todos os insultos conhecidos – ofendendo inclusive seus ancestrais.

Durante horas fez tudo para provocá-lo, mas o velho permaneceu impassível.

No final da tarde, sentindo-se já exausto e humilhado, o impetuoso guerreiro retirou-se.

Desapontados pelo fato de que o mestre aceitara tantos insultos e provocações, os alunos perguntaram:

 “Como o senhor pode suportar tanta indignidade? Por que não usou sua espada, mesmo sabendo que podia perder a luta, ao invés de mostrar-se covarde diante de todos nós?”

 “Se alguém chega até você com um presente, e você não o aceita, a quem pertence o presente?”, perguntou o samurai.

 “A quem tentou entregá-lo”, respondeu um dos discípulos.

 “O mesmo vale para a inveja, a raiva, e os insultos” - disse o mestre - “Quando não são aceitos, continuam pertencendo a quem os carregava consigo”.

André Guazzelli é jornalista

 

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