Apatia de funcionários públicos de Avaré deixa classe desunida

A Bigorna 12/03/2018 09:23:00 1175 visualizações
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Por Assis Chateaubriand - O que um governo mais quer quando não está disposto a conceder reajustes ou benefícios aos seus funcionários públicos, o primeiro passo é intimidar, enquanto o segundo é fazer com que a classe fique desunida.

O que se tem notado na classe dos servidores municipais, parece que os dois contrassensos estão juntos, e, com isso, o governo, faz de conta que paga e o servidor fica a ‘ver navios’.

A atual administração não conseguiu sequer dar o reajuste anual de 2017, o qual é previsto em lei, e, ao que se nota, não pretende em 2018; os funcionários municipais avareenses ficarão na mesmice.

A união de uma classe faz a força. Não adianta o Sindicato de a categoria pleitear assembleias e só comparecerem alguns ‘gatos pingados’.

Desde que assumiu o novo governo, os funcionários não exigem mais o que é de seu direito.

Enfraquecidos estão. Mas vem a questão: Por que estão tão enfraquecidos assim, a ponto de sequer comparecer às assembleias onde se discutirá assuntos que permitam uma força maior para que possam junto, pleitear o que lhes é de direito?

O atual prefeito foi eleito com promessas de valorização profissional, no entanto, nada faz para melhorar os níveis salariais de uma classe que, antes já fora muito unida,  e, hoje, se mostra apática.

Enquanto os servidores continuarem sendo omissos consigo próprios e com os demais colegas, o governo ‘navegará em mares tranquilos’, despreocupadamente. Isso é perigoso para a própria classe, já que de ano em ano, sem reajustes salariais, e a inflação, seus salários ficarão ainda mais defasados.

Li que já são 15 meses de governo e os mesmos quinze meses de atrasos salariais, além do vale-alimentação.

É lamentável ouvir de alguns que existe certo nível de perseguição política, em casos em que funcionários se socorreram ao Sindicato da categoria. Se isso for plausível, o atual governo além de incapaz seria também um semiditador? Faça do modo que queremos e calem-se. Seria isso o lema?

Um prefeito com tal estigma perante a classe trabalhadora fará fama e virará a página na história como um administrador que não teve o ‘olhar administrativo’ para àqueles que tanto se empenham em seus cargos públicos, mas, não sem antes deixar centenas de funcionários e famílias desprovidas de seus direitos.

Chatô é escritor.

 

 

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