Avareense relata que ambulância para levar pacientes a SP está em condições precárias

A Bigorna 11/10/2017 13:26:00 1115 visualizações
Avareense relata que ambulância para levar pacientes a SP está em condições precárias legenda: Reclamante Foto Fonte: Arquivo pessoal

O avareense Antonio Grassi Neto, em contato com o Jornal A Bigorna, pediu espaço para manifestar-se sobre a condição de como alguns pacientes estão sendo levados aos Hospitais de São Paulo. Ele reclama das condições da ambulância que levaria seu pai, (Theodolindo Grassi) o qual sofre de Câncer na próstata, metástase nos ossos, artrose nos braços e Síndrome do Pânico, e tem que ir até a cidade de São Paulo, onde realiza radioterapia por causa de sua doença.

“Afirmo que algumas vezes meu pai ia com uma Van da prefeitura, por falta de condições financeiras, não ter condições de pagar ônibus para ir e voltar para São Paulo. O correto era ir de Van com direito a um acompanhante, no caso minha mãe Maria Estela Vieira Grassi que presenciou os fatos desagradáveis, acontecidos na madrugada de domingo para segunda- dia 08 para 09/10/2017.”- diz o filho do paciente.

De acordo com o reclamante, conforme combinado na secretaria da Saúde, a Van da prefeitura passaria pegar seus pais as 01h30min da manhã, e ficaram esperando na frente da casa no bairro do Brás 1. Passando as horas, às 02h20min da madrugada, o reclamante diz que efetuaram uma ligação para o motorista da Van, o qual faz o transporte das pessoas de Avaré para São Paulo se tratarem em hospitais da Capital.

Ao ligarem para o motorista, ele atendeu dizendo que já passaria em sua casa. Grassi relata que se passaram mais 20 minutos, encostou uma ambulância velha e enferrujada. O motorista abriu o porta-malas da ambulância, quando Grassi visualizou que havia um senhor deitado na maca e mais três pessoas dentro. Indignado olhou para o motorista e perguntou se era ali que seu pai viajaria, recebendo como resposta que era naquela ambulância, a qual o reclamante relata a falta de cuidado com os pacientes.

O reclamante relata ainda que seu pai entrou e nem lugar direito para sentar haveria, muito menos, cinto de segurança para ele e para os demais pacientes que se encontravam no interior da ambulância.

 Ao ver a situação precária do transporte, no qual alega uma total falta de segurança e desrespeito com o ser humano, o filho desistiu de deixar seu pai viajar na ambulância e, inconformado solicitou ao motorista que trouxessem seu pai de volta a sua casa, pois destaca o reclamante que não deixaria seu pai ir num veículo em situações desumanas para um doente. Após cerca de 10 minutos o motorista retornou com seu pai. De acordo com o reclamante, na hora em que o motorista abriu a porta, seu pai estava com a pressão muito baixa e com muita falta de ar e tontura, pois não havia ventilação; era tudo fechado com mais de 4 pessoas e, ainda sem acesso ao motorista.

 Antonio Grassi, ainda relata que  às 6 da manhã deitaram seu pai e foram até a rodoviária, encontrando um ônibus para São Paulo só as 7 da manhã, no qual seu pai adoentado, sequer poderia viajar sozinho, conforme prescrição médica. No entanto, devido a insalubridade que aponta o reclamante, preferiu não deixar seu pai viajar, temendo pela vida dele.

“Minha mãe comprou a passagem no valor de 72 reais no cartão de crédito para eu pagar no dia do meu vale, espero que isso não aconteça mais, pois meu pai e as outras pessoas que se encontravam na tal ambulância são seres humanos”. – frisou, Grassi, relatando sua total revolta com o sistema de saúde de Avaré.

Prefeitura

Em nota, a prefeitura de Avaré destacou que todo cidadão pode registrar sua ocorrência através da Ouvidoria da Prefeitura. São 2 canais. Por telefone, ligando para 3711 2500 ou pelo link disponível no site da Prefeitura de Avaré. O Sistema E-Ouv é uma ouvidoria online vinculada ao Ministério da Transparência e processa as ocorrências de acordo com um padrão nacional.

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