Barreto faz alerta para que a Saúde de Avaré não seja entregue para empresas

A Bigorna 02/07/2018 18:26:00 390 visualizações
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Como forma de amenizar os problemas que a rede municipal de saúde vem atravessando, principalmente no que diz respeito à falta de médicos em determinadas especialidades, a Prefeitura de Avaré vem promovendo chamamentos públicos visando a contratação de empresas de prestação de serviços.

Os chamamentos estão previstos na legislação, mas a possibilidade de que tal prática “abra a porta” de uma completa terceirização do setor tem preocupado o vereador Barreto do Mercado (PT). Na sessão de segunda-feira, 25, ele fez um apelo que a Saúde da cidade não seja totalmente entregue nas mãos de empresas de gestão, as chamadas “Organizações Sociais de Saúde” (OSS).

 “Eu estou preocupadíssimo com a saúde de Avaré. Aqui todo mundo está falando em asfalto, mas amanhã quero que alguém procure por um cardiologista ou um ortopedista na rede pública. O vereador Ernesto é um dos que mais fala em terceirização desses serviços de saúde, e eu andei vendo umas reportagens e fui pesquisar sobre algumas firmas que prestam serviços para o SUS e quase caí de costas”, afirmou Barreto, que disse ser contra tal prática.

ESQUEMAS - Através da projeção de imagens, o vereador petista mostrou uma série de reportagens veiculadas na imprensa nacional que apontam esquemas de corrupção e desvio de dinheiro público envolvendo empresas prestadoras de serviços na área da saúde, que são chamadas de OSS ou simplesmente OS. “São empresas investigadas pelo Ministério Público envolvidas em desvio de dinheiro público, por isso resolvi pesquisar os nomes dessas empresas. Vai que dá na cabeça dessa turma aí em querer resolver o problema de Avaré trazendo pra cá uma empresa dessas”, argumentou Barreto reafirmando que está bastante preocupado com a demora da Prefeitura em resolver essa questão.

GAMP – Para reativar a memória dos vereadores, Barreto citou o caso da Prefeitura de Canoas (RS), que firmou contrato com a empresa Grupo de Apoio à Medicina Preventiva (GAMP). Essa empresa, que já atuou na direção do Pronto Socorro Municipal de Avaré, está sendo denunciada por uma série de irregularidades, como falta de médicos, medicamentos, fraude em licitações e até de funcionar como cabide de empregos aceitando indicações de políticos em seu quadro de servidores.

“Essa empresa passou por Avaré. Então minha preocupação é que com essa demora em resolver esse problema empresas como essa ou semelhantes venham para cá, e o nosso dinheiro vá por ralo abaixo”, finalizou Barreto.

GREVES E CRISE – Outra empresa citada é a Vitale, que virou alvo de uma operação do Ministério Público em Campinas, que resultou na apreensão de R$ 1,2 milhão na casa do diretor de Saúde Anésio Junior, entre outras irregularidades. Além de demissões de médicos, a Vitale foi pivô de greves no setor, além de uma grave crise em um dos maiores hospitais da cidade.

Barreto também mencionou a OSS Dias e Dias Medical, que administrou o Pronto Socorro do Hospital Santa Marcelina, da cidade de Santa Isabel (SP), e que se envolveu em um rumoroso esquema de corrupção que desviava recursos do Sistema Único de Saúde (SUS).

CEI – O próprio Santa Marcelina foi alvo de uma Comissão Comissão Especial de Inquérito (CEI). Na época, os vereadores concluíram que cerca de R$ 2 milhões foram desviados dos cofres públicos através de contrato que terceirizou serviços médicos por meio da Organização Social (OS) Casa de Saúde Santa Marcelina.

Por telefone, Barreto disse à Comarca que o secretário de Saúde Roslindo Machado não pode cogitar a contratação de empresas OSSS para gerir a Saúde de Avaré. “Seria um grande problema, como se pode ver, essas empresas se tornam fonte de problemas, e até de irregularidades, e a população acaba sendo a maior prejudicada. Vou fazer um apelo para que ele converse com os médicos, que consiga resolver a questão da carga horária dos médicos, esse seria o melhor caminho”.(Fonte:AComarca)

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