Delegado da DIG fala sobre criminalidade em Avaré

A Bigorna 23/09/2017 11:11:00 1552 visualizações
# legenda: Delgado Dr.Rubens

 

 Nascido em Presidente Prudente, onde estudou Direito na ITE, o delegado Rubens César Garcia, responsável pela DIG (Delegacia de Investigações Gerais), ingressou como investigador de Polícia em 1990, onde trabalhou na cidade natal. Sua carreira foi relâmpago, e já em 1993 ingressou nos quadros como delegado de Polícia, sendo designado para trabalhar em Itaí (SP), onde iniciou a carreira como delegado. De Itaí foi designado para exercer sua função em Iaras no final de 1993, município recém-emancipado, onde labutou até 2003.

Com seu trabalho reconhecido, em 2003 foi designado para Avaré, onde trabalhou no 2ºDP. Em 2006 foi destacado para chefiar um dos setores mais importantes da Polícia Civil, a DIG de Avaré, onde permanece até hoje chefiando uma equipe de investigadores e escrivães, agentes, carcereiros com notável habilidade e desempenho que vem ajudando a elucidar diversos crimes em nossa cidade e região.

A DIG é responsável pela investigação dos crimes mais graves que ocorrem em Avaré e região, tais como homicídio, latrocínios, furtos qualificados, roubos, organizações criminosas, bem como a investigação de pessoas desaparecidas.

(Jornal) Desde o seu ingresso na PC, atualmente o crime cresceu mais em sua opinião?

(Dr.Rubens)O crime está mais sofisticado. Hoje os marginais, estão mais prevenidos. Acredito que o que ocorre com crimes graves como o desvio de dinheiro público vem demonstrando que o crime não está somente ligado na base da pirâmide social.

Como o senhor vê a situação da criminalidade em nossa cidade e região?

O crime na região da Seccional de Avaré e do Batalhão da PM são baixos, comparados com a maioria das regiões do estado. Temos  poucos roubos, homicídios, praticamente inexiste latrocínio, e quando ocorre são casos pontuais.

E em relação ao tráfico de drogas que cresce numa maneira vertiginosa, não só em Avaré como em outras cidades. O está ocorrendo?

Hoje nós temos em nossa região os pequenos traficantes, eles são combatidos diuturnamente. Nessa questão vejo que é mais uma questão social, de educação no âmbito familiar. Temos grandes apreensões realizadas pela Polícia Rodoviária, em vista das duas rodovias que cortam a nossa região, e são usadas para o escoamento de drogas de outros estados e do Paraguai. Não são apenas drogas, mas todo tipo de contrabando.

As grandes operações mostram a transnacionalidade do crime. Como explicar?

Nesse caso, o combate é difícil em razão de o Brasil ter uma fronteira de proporção continental, o que torna impossível uma fiscalização efetiva em todos os pontos.

Existem grandes traficantes em Avaré?

Temos um caso de uma carreta apreendida no estado do Mato Grosso, em que o motorista é de Avaré. Agora afirmar que a cidade de Avaré é uma base de tráfico não tem sentido.

Com o aumento populacional da cidade, o senhor acredita que poderá haver um aumento da criminalidade?

Do meu ponto de vista, acredito que não. Desde que, os índices de economia melhorem e, deste modo, a municipalidade consiga angariar empresas e, através disto, mais empregos, bem como explorar com responsabilidade o Turismo, visto que nós temos a represa mais bonita de SP e um dos melhores climas para se viver.

O alto número de penitenciarias na região, contribuí para o aumento da criminalidade local?

Entendo que não aumenta a criminalidade, vez que, a SAP é uma secretaria altamente profissionalizada, e o combate a qualquer tipo de crime já começa dentro das  próprias unidades  prisionais. Não vejo famílias de sentenciados           (a maioria) não reside em nossa região. Pelo contrário, as Penitenciárias trazem bons empregos públicos e fomenta o comércio onde estão instaladas.

O que mais lhe chocou em toda a sua carreira como delegado?

Não há um caso especifico, mas os casos de crimes contra a vida (homicídios e latrocínios),  envolvem muito sentimento alheio e dos próprios policiais que participam da ocorrência.(Fonte:AVozdoVale)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Contato:

WhatsApp (14) 9.9705-7070
Fone: (14) 9.9705-7070
Email: contato@abigorna.com.br