Engenheiros da Marinha são acusados de receber propina

A Bigorna 07/02/2019 15:40:00 415 visualizações
# legenda: Investigação

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta, 07, a Operação Submarino, e cumpriu buscas e apreensões em três endereços ligados ao engenheiro nuclear do Centro Tecnológico da Marinha, Renato Del Pozzo, e ao engenheiro Jairo João Mola. A operação foi requerida à Justiça Federal pela Procuradoria da República em São Paulo, que investiga corrupção passiva, lavagem de dinheiro e evasão de divisas envolvendo os dois engenheiros.

O Centro Tecnológico da Marinha, localizado em São Paulo (CTMSP), desenvolve o Programa Nuclear da Marinha, que busca o desenvolvimento nacional de propulsores para o projeto do submarino nuclear brasileiro.

Segundo o Ministério Público Federal, entre 2008 e 2015, Del Pozzo ‘solicitou propina no valor aproximado de R$ 6 milhões à empresa austríaca Bilfinger Maschinembau GMBA & CO (MAB)’ – grupo que atua no ramo de fabricação e engenharia de componentes para tecnologia de reatores nucleares.

A MAB celebrou 15 contratos administrativos com o Centro Tecnológico da Marinha e com o Comando Naval Brasileiro Europa (BNCE) para fornecimento de materiais para pesquisa, importação de bens, tecnologia e prestação de serviços no campo da tecnologia nuclear.

A investigação diz que o engenheiro também recebeu propinas pela ‘prestação de serviços de consultoria relacionados à entrada da MAB nos mercados brasileiro e sul-americano’.

Por causa dessas solicitações, Del POzzo recebeu mais de R$ 3,6 milhões (em valores atualizados).

 

O dinheiro foi pago a empresa Agenda, de titularidade de Del Pozzo, ‘mediante depósitos efetivados em conta bancária na Suíça’.

 “A empresa JJ&RR Assessoria Técnica e Comercial Ltda., de propriedade de Jairo João Mola, também recebeu valores relacionados à propina ajustada por Del Pozzo”, sustenta a Procuradoria.

O pagamento da propina foi mascarado sob a forma de contrato de prestação de serviços de consultoria.

Além das buscas e apreensões, a 2.ª Vara Federal Criminal Especializada da Justiça Federal de São Paulo, a pedido da procuradora da República Thaméa Danelon, responsável pelo caso, determinou que Del Pozzo ‘seja proibido de exercer qualquer função pública e seja proibido de entrar ou frequentar qualquer dependência da Marinha do Brasil’.

A segunda medida vale também para Jairo João Mola.

A Justiça Federal determinou ainda o sequestro de bens e valores mantidos nas contas bancárias de Del Pozzo, Mola e suas respectivas mulheres, bem como nas contas das empresas Agenda, JJ&RR e Unitécnica. O valor do bloqueio deve atingir até o montante de R$ 13 milhões.(DoEstado)

Contato:

WhatsApp (14) 9.9705-7070
Fone: (14) 9.9705-7070
Email: contato@abigorna.com.br