• Grupo técnico traça estratégia emergencial devido ao baixo volume de água em represa de Avaré

    Avaré
    1047 Jornal A Bigorna 27/07/2021 20:30:00

    A Secretaria de Meio Ambiente de Avaré (SP) se reuniu nesta terça-feira (27) com integrantes do Comitê do Alto e Médio Paranapanema e outros especialistas para discutir a situação da represa de Jurumirim.

    De acordo com dados da Agência Nacional de Águas (ANA), o reservatório teve o pior mês de julho dos últimos 21 anos, e está com apenas 28% da capacidade.

    Há pouco mais de duas décadas, durante uma das maiores crises hídricas enfrentadas pelo país, o volume de água no reservatório representava 18,33%, o que está prestes a se repetir, segundo especialistas.

    Diante disso, a escassez de água fez com que algumas secretarias do município se reunissem para traçar uma estratégia emergencial.

    O grupo técnico decidiu fazer uma sugestão a ANA, para que os reservatórios não operem com menos de 20% da capacidade e que, quando chegarem no volume de 25%, que sejam acionadas as termoelétricas.

    Essa proposta foi votada na reunião e vai ser encaminhada durante a semana à Agência Nacional das Águas para aprovação.

    Problemas e soluções

    O reservatório da represa de Jurumirim é responsável por abastecer o distrito de Campos de Holambra, em Paranapanema, e contornar outros seis municípios. Segundo o pescador Luiz Carlos Trivia, o baixo volume do reservatório afeta a navegação e o turismo, além da fauna e da flora na região.

    "Eu que conheço o rio ainda consigo levar alguns amigos, pescadores para pescar, passar o dia, mas as embarcações grandes, como lanchas, não estão conseguindo colocar o barco da água porque está perigoso com a baixa da água porque aflorou muito toco, quando foi represado, e isso causa um problema muito grande, que é bater, estragar o barco e ficar à deriva", conta o pescador.

    De acordo com o secretário de Meio Ambiente, Judésio Borges, um racionamento consciente de energia elétrica seria a solução para a represa.

    "Economizando eu deixo de gerar energia elétrica e, deixando de gerar energia, eu deixo de defluir os reservatórios e crio um meio de trazer à vida novamente o reservatório e trazer todo o entorno, as áreas de preservação permanente que hoje estão fadadas ao insucesso", explica.

    Em nota, a empresa que administra o reservatório afirmou que vem adotando medidas para colaborar com todas as deliberações decorrentes da sala de crise do Rio Paranapanema, coordenada pela Agência Nacional de Águas, e reforçou que tem compromisso com o meio ambiente, com as comunidades onde atua, com o setor elétrico e com as leis brasileiras.

    Já a Polícia Militar Ambiental pediu para que os moradores evitem a navegação no local e liguem para 193 em casos de emergência.(Do G-1)

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